Viver (Living)

“Viver”- “Living”, Inglaterra, 2022

Direção: Oliver Hermanus

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Naquele dia ensolarado, as pessoas se apressam para o trabalho e afazeres. Na estação de trem que os trouxe para a cidade, funcionários da Prefeitura de Londres, vestidos com terno, gravata e chapéu ”coco” informam o novato, Mr Wakeling, que está em seu primeiro dia de trabalho. Surpreso, ele tinha notado que o chefe da repartição, Mr Williams, também estava no mesmo trem mas ia só, em silêncio.

Já sentados na sala de trabalho, o novato repara na altura das pilhas de papéis frente a cada um. A vizinha de mesa, Miss Harris, simpática, avisa que seria adequado não deixar que a sua pilha fosse nem tão alta nem tão baixa, porque senão as pessoas iam pensar que ele não tinha muito o que fazer ou era relapso.

Conta que esperava uma carta de referências porque ia se demitir.

Nesse momento entra um grupo de mulheres que relatam estar tendo dificuldades para encaminhar um projeto. Já  visitaram vários departamentos mas não são atendidas ou porque falta algum documento ou é a repartição errada.

Mr Williams indica o novato para acompanhá-las. Mas ele também percebe que ninguém está muito interessado no projeto, um parquinho para as crianças das redondezas.

E o projeto vai para a pilha.

Aqui, todos esperam. Somos assim. O nosso destino é esperar. Pela morte? E enquanto ela não vem?

A moral da história traz uma lição. O personagem que recebeu a notícia ruim do médico, interpretado pelo excelente Bill Nighy, foi o único que trabalhou em prol do parquinho das crianças. Era uma recordação da sua infância. E foi amado e aplaudido só depois do inevitável fim.

Vamos pensar sobre nosso “parquinho das crianças” e trabalhar para que nossos sonhos não fiquem esquecidos em nossa ”pilha de papéis”?

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O último beijo

“O último beijo”- “L’ último bacio”- Itália, 2001

Direção: Gabriele Muccino

Prós e contras do casamento são o tema desse filme italiano divertido que discute sonhos e pesadelos. São muitos personagens, cada um com sua visão e experiência. Incluídos os filhos que alguns querem muito ter, esquecendo que o trabalho que dão só a mãe sabe. Fora o corpo delas que muda com a gravidez.

A história começa quando Giulia comunica na mesa da sala de jantar dos pais dela, que está grávida. E as reações são diversas. A futura avó abraça a filha emocionada. Mas o futuro marido, Carlo, não parece muito entusiasmado.

E o grupo de quatro amigos vai saltar da ponte com o “bung jump”, todos morrendo de medo, mas menos pavor do que pensar em casamento.

Mas uma coisa é falar, outra é fazer.

Aquele que foge do casamento é o primeiro a sentir falta da noiva que fecha a porta na cara dele. Porque ficou sabendo de uma traição. Para piorar, ele se dá conta de que a ama e fez tudo errado.

E assim são os casais do filme que, chegando perto dos 30 anos pensam que só tem muito pouco tempo para decidir o que querem da vida.

E ainda por cima tem a mãe da noiva (Stefania Sandrelli) que pensa que não é bem casada, que o marido não é mais o mesmo e sente inveja da filha que tem a vida pela frente.

Em resumo, o casamento existe quando existe o amor. Mas essa visão romântica esquece das traições que podem acontecer e são um complicador a mais.

E é por isso que alguém pergunta se a fidelidade é uma utopia ou a nova revolução.

E você o que acha?

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