O Bom Doutor

“O Bom Doutor”- “The Good Doctor”, Estados Unidos, 2020

Direção: David Shore

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Essa série é um “remake” de um drama coreano que se passa num grande hospital na área de pediatria. A versão americana mudou o cenário para a especialidade de cirurgia geral e neurológicas.

O personagem principal é o jovem Dr Shaun Murphy, residente na equipe de neurologia, que é um autista, com síndrome de “idiot savant”. Lidamos aqui com o espectro autista complexo podendp apresentar vários graus de comprometimento e o “idiot savant”, alguém com deficiências cognitivas ou dificuldades de desenvolvimento mas que apresenta habilidade extraordinária muito específicas em outra área.

Ambas as condições parecem presentes no Dr Shaun.

Mas lembrem-se que se trata de um show de TV. Não queiram que fique com jeito de um texto médico com tudo certinho, de livro. Iria perder a graça.

Com a situação assim montada, podemos imaginar o jeito nada acolhedor com que Shaun é recebido pela equipe. Mas ele é protegido pelo chefe da Neurologia de quem merece toda a confiança.

E quando começam a tratar dos pacientes fica claro que o Dr Aaron Glassman tem razão. O jovem autista faz diagnósticos com rapidez e sem hesitação. Não há o que discutir sobre a competência do jovem recém chegado na equipe. Genial a ideia de colocar na tela desenhos dos caminhos da mente do jovem por dentro do corpo que vai ser diagnosticado corretamente, antes de qualquer um da equipe. O que não colabora para aumentar sua simpatia..

Não só a atuação do ator principal é comovente, como nos faz entrar em contato com os problemas que existem para essas pessoas na questão dos relacionamentos e na luta para conseguir ser respeitado e compreendido. Ainda por cima um autista não tolera ser tocado por ninguém.

Exquisito, e por que não dizer, difícil de chegar perto.

Cada capitulo da história do “Bom Doutor” traz uma reflexão diferente. Além dos problemas médicos, fala da natureza humana e suas dificuldades. Força e fraqueza,vitória e fracasso.

E humor em doses certas.

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Dança comigo?

“Dança comigo?”- “Shall we dance? “, Estados Unidos, 2004

Direção: Peter Chelsom

O roteirista Masayuki foi quem escreveu o remake do filme japonês “ Dança comigo?”, que é muito melhor do que se espera. O ator principal, Richard Gere, é um dos maiores responsáveis, encantando a todos com seus olhos expressivos e seu charme. Tem também uma bela Jennifer Lopez com postura e corpo de uma estátua grega. E numa ponta brilhante, a ruiva Susan Sarandon.

Atração fatal? Nem perto. Porque a dança aproxima os pares mas tudo é conduzido por uma sensualidade a serviço da beleza e emoção.

E tudo começa quando Gere, de volta à casa, vislumbra o perfil de uma moça na janela de uma escola de danças de salão. Ela tem um olhar melancólico que atrai uma reação nele. Qual e por que? Não sabemos. Mas seu olhar perdido combina com os sentimentos íntimos de Gere.

Advogado, Gere parece precisar de algo mais em sua vida. Os testamentos que redige o entediam.

Sem pensar duas vezes ele salta do trem e se inscreve na escola de dança. E, aos poucos, no passar dos dias, vemos que ele muda a postura, ri com os outros alunos e acerta o passo com a dona da escola que, também ela, esquece o traguinho costumeiro e se entrega ao prazer do ritmo que movimenta o corpo.

O concurso de dança vai esclarecer o objetivo dos bailarinos. Cada um é livre para viver um sonho.

Em casa, a filha observa o pai e começa a vê-lo diferente.

O filme encanta e relaxa os que dançam e os que assistem. Dá vontade de segui-los na valsa e no chá chá chá.

Enfim, por que não podemos seguir nossas intuições e experimentar algo novo? Deu certo para o nosso Richard Gere que passa essa lição de liberdade sem desejos proibidos. E aprende a valorizar o que pensava que não tinha e que dormia a seu lado.

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