O Museu da Inocência
“Museu da Inocência”- Turquia, 2026
Direção: Zeinep Dinsel
Uma bolsa em uma vitrine em Istambul, chama a atenção da noiva de Kemal (Selahattin Pasali). No dia seguinte ele planeja voltar e procurar a bolsa para fazer uma surpresa à sua noiva. Mas para sua decepção, a noiva mostra que ele foi enganado. Era uma falsificação.
Kemal trata da troca da bolsa e se encanta com a vendedora Fusun (Eylud Kandemir). Passa a visitá-la cada vez mais assiduamente. Mesmo estando noivo de Sibel, Kemal cultiva uma obsessão por Fusun. Ela tem 18 anos, ele 30 e vivem esse sentimento secreto e intenso. Um vício.
Kemal ainda não sabe que Fusun vai ser sua grande paixão. Ele não se importa de quebrar regras e amar as duas mulheres, a noiva e a amante.
Naquela época, 1976, era mal vista pela sociedade local uma mulher que se entregasse a um homem sem ser casada com ele. Mas Kemal e Fusun, levados pelo impulso que os atrai, desprezam essa regra, sem pensar no que acarretaria depois em suas vidas.
O museu de Kemal, onde ele coleciona pequenas lembranças de sua vida com Fusun, passa a ser seu consolo quando tudo dá errado em sua vida amorosa.
E mergulhado em sua melancolia, chama um escritor para ocupar-se em contar essa história como um romance.
“O Museu da Inocência” vai ser escrito por Ferit Orhan Pamuk, que também atuou como sendo ele mesmo na minissérie da Netflix. O livro, com algumas adaptações, serviu como roteiro.
Nascido em 1952 Orhan Pamuk foi considerado um dos maiores escritores contemporâneos e recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 2006.
Em uma entrevista de ficcão com o escritor, o personagem Kemal diz:
“Foi o momento mais feliz de minha vida.” Mas também confessa que, se soubesse que iria sofrer e fazer sofrer, talvez tudo fosse diferente e ele nunca teria abandonado esse amor.
“Sem dor, sem ganho”, reflete Kemal no fim de sua vida.