Príncipe da Pérsia – as areias do tempo

"Príncipe da Pérsia; as areias do tempo" - “Prince of Persia; the sands of time”, Estados Unidos, 2010

Direção: Mike Newell

O filme é um produto dos estúdios Disney e tem a marca do gênio que o fundou. Quem encantou com “Branca de Neve” (1937) e “Cinderela” (1950 ) toda a geração atual de vovós e vovôs, continua divertindo a garotada do século XXI. Basta lembrar de “Piratas do Caribe”.
O roteiro do filme “Principe da Pérsia” foi inspirado por um vídeogame de 2003 que fez muito sucesso. E tem o ritmo frenético de um bom jogo.
Mike Newell, que dirigiu também “Harry Potter e o cálice de fogo” (2005), acertou novamente.
A trama tem reviravoltas e surpresas, cenários mágicos de templos, desertos, cidades subterrâneas e palácios. “Principe da Pérsia” foi filmado nos arredores de Marrakesh, Ouarzazate e Eufoud no Marrocos, além de cenários grandiosos nos estúdios Pinewood na Inglaterra.
É pura fantasia mesmo. E a consagração do estilo neo-barroco que mistura laca chinesa, luminárias árabes, altares de templos hindus e colunas góticas. Uma arquitetura na qual Agra, Cambodja, Istambul e Marrakesh se casam com uma cidade medieval européia.
O figurino segue a mesma mistura e funciona com um toque “kitsch” que enfeita os atores.
A princesa (Gemma Aterton) é linda e sexy mas sabe lutar. Ela é um misto de odalisca e vestal. E o príncipe (Jake Gillenhaal) parece um samurai daqueles novíssimos que pulam e voam porque desafiam e estão acima da lei da gravidade. “Expert” em todas as lutas marciais, consegue até ressuscitar. Vestido como um gladiador romano ou em uma simples túnica e calça, dá sempre um jeito de mostrar o dorso nu e malhado.
Na história tem um tio malvado (Ben Kingsley, que já foi Gandhi), vestido num mix de imperador chinês e chefe mongol, que persegue o príncipe Dastan, órfão adotado pelo rei que foi assassinado. Acusam o príncipe por esse crime e ele tem que se defender. Inclusive dos dois irmãos que são filhos legítimos.
Em meio a fugas pelos telhados e corridas de avestruzes, o tempo passa e a gente segue com interesse as correrias do príncipe e da princesa que encontram um malfeitor a cada quinze minutos e conseguem se safar sem nenhum arranhão.
Os efeitos especiais servem ao desenrolar da narrativa, são bem feitos e bem colocados.
“Principe da Pérsia” é daqueles ilmes que quase todos vão gostar.

Este post tem 3 Comentários

  1. Sylvia Manzano disse:

    Eu não iria, mas a Elonora falou e tá falado. Acho bom de vez em qdo sair da “minha” e ir atrás da indicação do “outro”.

  2. alicecarta@alicecarta.com.br disse:

    Este não faz o meu gênero. Percebo que está difícil de achar bons filmes, bjs
    Alice Carta

  3. Regina disse:

    Olá, procurando a cidade onde foi filmado Candelabro Italiano, vim parar aqui e gostei. Apenas uma ressalva: não era Sandra Dee, a mocinha, mas Suzanne Pleshete.

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