Coco antes de Chanel

“Coco antes de Chanel”- “Coco avant Chanel”, França 2009

Direção: Anne Fontaine

Oferecimento Arezzo

Gabrielle apelidada Coco, sobrenome Chanel, não podia imaginar o sucesso que iria viver num futuro não tão distante. Nascida em 1883, em 19 de agosto, na França , em Saumur, ela vai ser reconhecida mundo afora por seu talento na criação de moda feminina.

Ela tinha perdido muito cedo sua mãe, aos 11 anos, e o pai a internara num colégio de freiras. Lá aprendeu a costurar. E logo tornou-se uma costureira talentosa entregando-se  de corpo e alma à essa profissão.

Saida do internato, ela costurava de dia e cantava nos cafés à noite. Primeiro sucesso foram seus chapéus, disputados pelas mulheres da cidadezinha. Depois vieram os terninhos femininos, os vestidos de jersey e as calças para mulheres.

É dela a transformação de vestidos pretos para o luto, em uma peça chamada “pretinho básico” que todas as mulheres precisavam ter em seus armários.

Não se casou, não teve filhos. Muitos eram os boatos sobre sua vida pessoal mas ela os ignorava. Diziam que mantinha relações com soldados alemães nazistas durante a Segunda Guerra mas ela não dava satisfações.

Uma coisa é certa. Ninguém vestia uma mulher como ela. Sem falar dos acessórios, das bolsas de matelassê com correntes, colares de pérolas, sapatos bicolores com pontas pretas e perfumes.

O filme conta a história de Chanel com elegância. Anne Fontaine dirige e Audrey Tautou, ótima como a criadora mais conhecida da moda francesa, tem um elenco competente para apoiá-la.

Hoje essa moda imbatível é vendida em butiques exclusivas e grandes lojas chiques que cobram milhares de dólares para as mulheres desfilarem pelo mundo.

Vale a pena conhecer os lances da história dessa mulher rara.

Foi apenas um sonho

“Foi apenas um sonho”- “Revolutionary Road”, Estados Unidos, 2008

Direção: Sam Mendes

A insatisfação com a própria vida pode levar as pessoas frustradas a sonhar com outro destino. Tudo parece medíocre, tedioso, tão diferente do que se queria viver.

E eis que isso acontece com o jovem casal April (Kate Winslet) e Jack (Leonardo DiCaprio). Vivem numa casinha graciosa no subúrbio de New York, com duas filhas pequenas.

Jack trabalha numa firma que vende computadores e April se ocupa dos afazeres domésticos e espera Jack para o jantar. Sonha com Paris.

Jack também se aborrece com o trabalho nada criativo. Depois de muitas conversas, April convence o marido que eles tem que fugir dessa mediocridade em que vivem.

Paris é agora o sonho dos dois. Pode demorar ainda um pouco mas dia virá.

E a vida vai rolando.

Até um jantar em que ficam conhecendo o filho da corretora de imóveis. Ele vive entrando e saindo do sanatório onde se trata de uma doença mental. Nada sério segundo a mãe.

Mas o tema da viagem dos donos da casa atiça o perturbado rapaz durante o jantar e o clima pesa.

April se identifica com o prisioneiro do sanatório e questiona Jack sobre o porque ainda não largaram tudo e fugiram para viver o sonho em Paris? Qual é o empecilho? Ela vai trabalhar como secretária, que ganham muito bem e ele vai poder procurar o que o atrai.

Eles são livres para mudar de vida e Paris os espera.

Mas nada é certo no destino das pessoas e podem ocorrer mudanças inesperadas que destroem os planos tidos como certos.

Jack recebe a oferta de uma promoção com um bom aumento de salário. E Paris? Jack não pretende abandonar o novo posto e um bom salário por um pulo no escuro. Nada está certo do lado de lá do Atlantico.

O coração de April estremece. E seu sonho?

Aparentemente ela desiste do sonho que se transformou num pesadelo. A fuga para aquela outra realidade sonhada não vai acontecer. Mesmo porque já é tarde demais.