Uma batalha após a outra
“Uma batalha após a outra”- “One Batle after Another”, Estados Unidos, 2025
Direção: Paul Thomas Anderson
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No começo é uma guerra. Jovens latinos gritando, pulando muros, agressivos, fugindo da polícia.
O que querem eles? Não levam bandeiras mas a língua que falam os denunciam. Querem liberdade para outros como eles, presos injustamente.
Leonardo DiCaprio vive um ex- revolucionário que, depois de tudo que lutou, tem outra batalha pela frente. Quer sua filha vivendo em paz.
O que move o personagem Bob, no início, é a droga e a agressividade. Mas quando nasce sua filha, ele muda. A menina Willa (Chase Infiniti) vai crescer com o pai, que a cerca com um amor protetor e paranoico. Aos 16 anos, a filha de Bob trilha o mesmo caminho da mãe. Outra batalha se inicia.
E o inimigo agora é o cruel e ridículo Coronel Steven Lockjaw, que odeia a todos, e é o extremo da raiva racista.
Seann Penn encarna o militar que lembra um tirano obcecado, numa interpretação magnífica. Ele marcha, não anda. Willa mexe com ele. Há uma trama familiar de relações complicadas e não vividas.
A trilha sonora é perfeita. Como se fosse um outro personagem, pontua com a música os amores e humores. Mas, principalmente, o perigo que todos correm.
Paul Thomas Anderson, diretor de filmes famosos como “Magnólia”, “O Mestre”, “Sangue Negro”, dirige e escreve o roteiro de “Uma Batalha após a outra”.
Aqui ele acerta ao fazer uma crítica ao ser humano que se joga nos extremos e sofre com as consequências sem pensar.
O filme já está sendo falado como digno de um Oscar tanto pelo roteiro e direção como pelas interpretações impecáveis.