Mulherzinhas – Little Women

“Mulherzinhas - Little Women – Estados Unidos”, 1994

Direção: Gillian Armstrong

Oferecimento Arezzo

Lançado em 1994, este filme foi a quinta adaptação para o cinema do livro de Louisa May Alcott. Nesse blog estão ambas as versões dos filmes de 2019 (publicada aqui em 19 de Janeiro de 2020 ) e a de 1994 (publicada agora, 2025). São duas resenhas diferentes sobre a mesma história mas com atrizes e diretores diferentes.

O livro foi adorado por toda uma geração que riu e chorou com as irmãs March, uma história que comove, encanta e é inesquecível.

Greta Gerwig foi a responsável pela última adaptação para o cinema e colheu aplausos e sucesso por onde passou. O mesmo aconteceu com a versão mais antiga que para muitos é a melhor de todas.

Tudo começa com uma noite de Natal na casa das March, que estão ansiosas pela chegada da mãe. Quando ela chega, traz também um desapontamento. Marmee, como carinhosamente a chamam, conta que a tristeza reina no casebre onde mora a família que a mãe delas ajuda. Eles não vão ter Natal. As meninas, quietas, entendem o pedido silencioso e concordam.

E saem com a neve abafando seus passos em direção à casinha de tábuas. Seus moradores não acreditam no que estão vendo. Uma mesa posta pelas meninas em frente à lareira está convidando para uma festa,

Marmee (Susan Sarandon) é assim. Generosa mas não impõe suas ideias. As meninas aprendem bondade com ela.

As quatro irmãs são muito diferentes. Jo, a espontânea (Winona Ryder) quer ser escritora e não acredita em casamento. Beth (Claire Denis) é delicada e frágil. Meg, a bela, é a mais velha e a caçula Amy (Kirsten Dunst) a romântica.

Os Estados Unidos estão em plena Guerra Civil e o pai delas está longe. Notícias são raras. Mas Marmee se esforça para haver um clima afetuoso entre elas.

Vamos ver como lidam com as tristezas e alegrias. Para distrair-se elas montam uma peça de teatro no sótão. Tudo é feito por elas, figurinos e cenários, acompanhadas sem saber por Laurie (Christian Bale) neto do vizinho rico, que também quer participar de tudo que as March fazem.

Este filme é um drama romântico baseado na vida de Jo, a que tem a personalidade mais marcante. Ela vai lutar para dar conforto para a família. E alcançar o sucesso.

E tudo vai acontecer no tempo e na hora certas, nos envolvendo com emoção.

 

 

 

Como água para chocolate

“Como água para chocolate”- Idem, México,1992

Direção: Alfonso Arau

Em Rio Grande, México, 1895, passa-se a história de um grande amor contrariado. Por causa de uma tradição familiar que dura há séculos, Tita, a caçula, não poderá casar-se. Terá que cuidar de sua mãe viúva até sua morte.

Mas no coração daquela menina obediente, nasce um sentimento que ela não pode negar. Pedro corresponde a essa atração.

O que fazer? E Tita, quando o pai de Pedro a pede em casamento, vê sua mãe negar, por causa da tradição. Para que esse amor tão grande possa viver, Pedro tem uma ideia. Casar-se com Rosaura , irmã alguns anos mais velha que Tita. Assim os dois amantes estariam sempre juntos.

Tita não saia da cozinha e seu talento e amor eram elogiados por todos que provavam de sua comida.

Mas no dia do casamento da irmã, estranhamente, todos passaram mal. Tita comunicara, sem querer, o mal que estava sentindo quando cozinhava naquele dia.

Quando Rosaura finalmente teve um bebê, ele chorava sem parar. Recusava o peito da mãe e só se aquietava quando era amamentado, às escondidas, por Tita.

E quando Pedro e Rosaura se mudam da casa grande, uma notícia terrível chega em meio às lágrimas da criada. O bebê morrera. Não aceitava o leite da mãe.

Passam-se os dias e o médico vem ver Tita que não falava mais. Emudecera.

Mas, com a morte da mãe, Tita liberta-se da tradição familiar e pode, finalmente, viver o seu amor por Pedro. Há porém um preço a pagar.

No filme, em uma bela e trágica cena final, o fogo toma conta de tudo.

Mexicanos gostam de tragédia. E essa saga de uma família de mulheres é comovente. Fala da proibição do amor que se expressa livremente.

Tita carrega em si uma necessidade de comunicar o que estava vivendo e uma revolta enorme porque não pode ir contra uma proibição.

Dores de amor proibido são difíceis de suportar.