O último beijo

“O último beijo”- “L’ último bacio”- Itália, 2001

Direção: Gabriele Muccino

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Prós e contras do casamento são o tema desse filme italiano divertido que discute sonhos e pesadelos. São muitos personagens, cada um com sua visão e experiência. Incluídos os filhos que alguns querem muito ter, esquecendo que o trabalho que dão só a mãe sabe. Fora o corpo delas que muda com a gravidez.

A história começa quando Giulia comunica na mesa da sala de jantar dos pais dela, que está grávida. E as reações são diversas. A futura avó abraça a filha emocionada. Mas o futuro marido, Carlo, não parece muito entusiasmado.

E o grupo de quatro amigos vai saltar da ponte com o “bung jump”, todos morrendo de medo, mas menos pavor do que pensar em casamento.

Mas uma coisa é falar, outra é fazer.

Aquele que foge do casamento é o primeiro a sentir falta da noiva que fecha a porta na cara dele. Porque ficou sabendo de uma traição. Para piorar, ele se dá conta de que a ama e fez tudo errado.

E assim são os casais do filme que, chegando perto dos 30 anos pensam que só tem muito pouco tempo para decidir o que querem da vida.

E ainda por cima tem a mãe da noiva (Stefania Sandrelli) que pensa que não é bem casada, que o marido não é mais o mesmo e sente inveja da filha que tem a vida pela frente.

Em resumo, o casamento existe quando existe o amor. Mas essa visão romântica esquece das traições que podem acontecer e são um complicador a mais.

E é por isso que alguém pergunta se a fidelidade é uma utopia ou a nova revolução.

E você o que acha?

Manga

“Manga”- Idem, Dinamarca, Espanha, 2025

Direção: Mehdi Avaz

Ela é ruiva e atraente, mas não liga muito para isso. Trabalha num hotel em Copenhagem como gerente. Eficiente, ela administra bem suas funções. Dedicada ao trabalho, leva uma vida simples sem muito tempo para estar com a filha de 16 anos. Divorciada, não tem namorado, nem amigos.

Foi um susto quando a dona do hotel pede para ela fazer a mala e voar até Málaga, na Espanha, para comprar uma propriedade, onde o grupo quer construir mais um hotel.

Resultado, Laerke (Josephine Park) não ia sair de férias com a filha como havia prometido. Há três anos não saiam de férias juntas.

Pelo ex marido, pai de Agnes, ela fica sabendo que a garota não passara no exame de admissão para Arquitetura. E nem contara para a mãe. Pudera. Ela vivia ocupada sem mais tempo para nada.

Voam para Málaga. E quando chegam, uma enorme plantação de manga ocupa uma grande área. Ela observa tudo sem muito entusiasmo e Agnes (Josephine Hojberg) vai ver a plantação com Paula (Sara Jimenez), uma mocinha alegre da idade de Agnes.

Quando chega Alex (Dar Salim) dono do hotel e do pomar de mangas, a conversa é breve. Ela escuta que não há a menor possibilidade de vender a propriedade.

Desanimada, Laerke pesquisa a história da fazenda e encontra uma tragedia. A antiga fazenda sofrera um grande incêndio e os pais de Paula morreram. Alex conseguira salvar Paula e desde então é como um pai para ela. Laerke começa a entender porque essa terra era importante para os dois. Eram uma família com a comunidade que trabalhava na plantação.

E o destino vai mudar a vida de Laerke e Agnes. Há uma atração entre os dois que ela luta para evitar. Mas negar sentimentos que há muito tempo não sentia, foi ficando cada vez mais difícil.

De certa forma Alex e Laerke são parecidos. Entregues ao trabalho, vivendo vidas sem envolvimentos. Até o momento em que amor, família e apego viram temas nas cabeças dos dois.

“Manga” é um filme gostoso de ver que mostra o quanto o coração grita que ele existe quando as pessoas não prestam atenção. E, mais cedo ou mais tarde ele impera.

Aprender a procurar o amor no lugar certo é o que traz felicidade.