Sexo Sem Compromisso

“Sexo Sem Compromisso”- “No Strings Attached “, Estados Unidos, 2011

Direção: Ivan Reitman

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Emma (Nicole Portman) e Adam (Ashton Kutcher), se conheceram há 15 anos atrás numa colônia de férias para adolescentes.

Adam está tristonho:

“- Vim para cá porque meus pais se separaram “, diz ele.

“ – Olha, eu não sou uma pessoa carinhosa por natureza mas não acredito que as pessoas tenham que ficar juntas pelo resto da vida “, responde ela.

E, pelo jeito que ela deu a resposta seca à tristeza dele, já vemos que Emma é complicada. Nada sentimental. Empatia zero.

Cinco anos depois, numa festa de pijama, onde as meninas vestem sempre algo sexy, Emma aparece de pijama mesmo. Não entendeu a proposta.

Adam reconhece Emma e se aproxima dela.

“- Gosto de você “, diz ele com naturalidade.

“- Você nem me conhece … “

Uma pausa e ela pergunta:

“-Quer vir comigo num lance de família super chato?”

Ele vai e é o funeral do pai dela. O único gesto de carinho que Adam observa é o momento em que ela leva um xale para a mãe que estava só.

Um ano depois esses dois se encontram novamente por acaso. Ela conta que está fazendo residência no hospital da cidade. Adam está com a namorada Vanessa (Ophelia Lovibond), uma loura sexy e ciumenta. A pedido de Adam, Emma coloca o número dela no celular dele.

Mais um ano e Adam está gravando um programa de televisão. Ele faz parte do time técnico mas não é reconhecido, ganha mal e está escrevendo um roteiro que não tem coragem de mostrar. Brigou com a namorada loura e está sozinho.

Na casa do pai, que chamara ele para conversar, sentam-se na piscina. O pai (Kevin Kline) é rico e famoso. Tem um programa na televisão há anos.

De repente Adam leva um susto. Vanessa, de biquíni e cãozinho no colo, aparece onde eles estão.

“- Você está pegando minha ex namorada?”

Sai furioso e vai a um bar. Toma todas e de manhã está  numa cama que ele não conhece, com uma moça de quem ele nem sabe o nome. O embaraço dele é enorme.

E fica maior ainda quando vê na sala outra garota (Greta Gerwig) com o namorado, um outro com a meia dele e Emma.

“- Transei com alguém aqui ontem? “ pergunta desesperado.

Todos ali trabalham no hospital e acalmam Adam. Já viram homens nus aos milhares.

Ele segue Emma que vai se trocar no quarto e ela conta que ele chegou muito bêbado, dançou, contou do pai, chorou e caiu duro.

E o clima entre os dois começa a esquentar enquanto ela se troca. Transa quente e rápida.

Apaixonados? Não. Essa não é uma comédia romântica como as outras. Emma não quer se envolver com ninguém. Trabalha muito. Homem? Só para transar. Será?

Ivan Reitman, o diretor eslovaco radicado no Canadá, 73 anos, foi o responsável por várias comédias, inclusive os “Caça Fantasmas”1 e 2. Mas aqui faltou inspiração. Não que o filme seja ruim mas o melhor de tudo é a presença de Nicole Portman, sempre uma graça.

 

Elizabeth

“Elizabeth”- Idem, Reino Unido, Estados Unidos, 1998

Direção: Shekar Kapur

Ela foi um das rainhas mais famosas da História, a última da dinastia Tudor. Seu reinado durou 44 anos, de 1558 até sua morte em 1603 e ficou conhecido como a Era do Ouro. Mas Elizabeth teve que vencer vários e severos obstáculos para conseguir governar o seu país.

O filme começa em 1554 quando a futura rainha era ainda bem jovem e se divertia dançando e cavalgando nos prados ingleses com Lorde Robert Dudley, seu amigo de infância. Ela era filha de Henrique VIII e de sua segunda esposa, Ana Bolena, condenada à morte por crime de adultério, na verdade não comprovado.

Elizabeth, muito jovem foi surpreendida com uma acusação de traição à rainha Mary, também filha de Henrique VIII e Catarina de Aragão e portanto sua meia irmã. Foi presa na Torre de Londres e lá ficou por dois anos.

Elizabeth não entendia a briga entre católicos e protestantes:

“- Por que nos dividirmos por essa questão de religião? Todos acreditamos no mesmo Deus…”

“- Não Madame. Só há uma religião verdadeira,. O catolicismo. O resto é heresia,” diziam os bispos ligados ao Papa Pio V. A futura rainha vai descobrir que não era a religião mas o poder o que estava em jogo. E esse poder se fazia por alianças.

Catarina de Aragão era espanhola e católica fervorosa. Quando subiu ao trono, baniu a religião do pai para impor o catolicismo espanhol. Mas como não tinha filhos, Elizabeth era sua sucessora e fora criada na religião do pai, que voltou a ser a da corte e do país.

A cena da coroação, no filme, retrata um quadro famoso nos mínimos detalhes, mostrando toda a pompa da corte inglesa. Elizabeth, vestida em dourado com uma capa de arminho, recebe a coroa que a tornava soberana da Irlanda, Escócia e Inglaterra.

Cate Blanchett consagrou-se como atriz de primeira grandeza nesse papel. Olhos azuis, pele muito branca, longos cabelos ruivos, ela interpreta a rainha em sua evolução de jovem risonha, atraente e sedutora para uma mulher que abandona a ideia de casamento para tornar-se a Rainha Virgem. Uma deusa, bem acima dos pobres mortais. Não é certo que ela se fechasse às relações com homens mas é o que narrativa oficial relata.

Lorde Robert Dudley (Joseph Fiennes) aparece no filme como seu grande amor que a traiu, já que era casado quando jurava amor à Elizabeth. Não sabemos também se isso é verdade.

O fato é que Elizabeth tinha muitos inimigos que almejavam casar-se com ela para conquistar mais poder para si mesmos. Os espanhóis a queriam casada com seu rei, a França por sua vez queria impor o duque d’Anjou (Vincent Cassel), apoiado por Maria de Guise (Fanny Ardant), sua tia e mãe de Maria Stuart.

E havia ainda o duque de Norfolk (Chritopher Eccleston) que queria o trono para si mesmo e os bispos católicos que a preferiam morta.

O fato é que seu grande conselheiro, do qual não prescindiu até o fim do seu reinado, foi Sir Francis Walsingham (Geoffrey Rush) que lhe foi sempre leal.

O filme foi indicado para muitos prêmios e Cate Blanchett ganhou o Globo de Ouro.

“Elizabeth” é de um luxo e sofisticação próprios da era elisabetana. Transporta o espectador a um mundo de beleza mesmo que também ensine facetas negras da natureza humana.